Início Setor portuário registra queda no número de toneladas de cargas no 1º semestre de 2022

Setor portuário registra queda no número de toneladas de cargas no 1º semestre de 2022

agosto 22, 2022 às 4:53 pm
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Setor portuário
Setor portuário (Reprodução: divulgação)

O setor portuário brasileiro, constituído por portos públicos e privados, movimentou cerca de 581,3 milhões de toneladas de cargas no primeiro semestre de 2022. Apesar do número expressivo, ele ainda é 3,3% menor do que o registrado no mesmo período de 2021, conforme um levantamento realizado pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

No levantamento, a carga geral teve destaque, com crescimento de 18,6% na movimentação, influenciada especialmente pelo aumento da demanda de celulose (27%) e do ferro e aço (4%). Por outro lado, a movimentação de granel sólido e granel líquida, respectivamente, marcaram 4,4% e 4,5% no primeiro semestres, demonstrando queda. Isso ocorreu devido a menor demanda internacional de minério de ferro, soja e petróleo.

Paralelamente, a categoria Contêineres de Longo Curso também garantiu queda de 4,4%, devido ao cenário internacional de retração do comércio, o que refletiu no Brasil a queda de volumes exportados e importados em portos, sendo um empecilho para o setor portuário nos últimos meses.

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Conforme o diretor-geral da Antaq, Eduardo Nery, o setor obteve recordes anuais de movimentação de 2019 a 2021. No ano passado, houve uma movimentação de 1,21 bilhão de toneladas de carga, marcando um aumento de 4,5% em relação ao ano anterior. 

Paralelamente, ele explica o que provocou o decréscimo no primeiro semestre de 2022, afirmando que devido a problemas ocorridos na China, como o lockdown instituído e fechamentos de indústrias e portos, um grande impacto ocorreu nas movimentações de granel sólido, mineral e vegetal. Sendo assim, devido a China ser a origem das importações brasileiras, tais empecilhos mostraram uma redução no período.

Além disso, o superintendente da Antaq, José Gonçalves Neto, afirma que, apesar do declínio no primeiro semestre, há uma expectativa de crescimento de 2,9% do setor até o fim do ano, com um volume estimado de 631 milhões de toneladas.

Setor portuário garante aumento de movimentação nos portos. Por outro lado, o levantamento da Antaq mostrou que os portos públicos de Santos (SP) e de Itaqui (MA) foram os únicos que registraram aumento da movimentação de cargas no período.

O porto de Santos movimentou 62,6 milhões de toneladas, marcando crescimento de 5,6% frente ao primeiro semestre de 2021. Paralelamente, o porto de Itaqui registrou 15,7 milhões de toneladas, um aumento de 1,6%. Os portos públicos de Paranaguá (PR) e Itaguaí (RJ) movimentaram 25,8 e 22,9 milhões de toneladas, registrando queda de 2% e 11,7%, respectivamente. Sobre os portos privados, o Terminal Marítimo de Ponta da Madeira (MA) possui a maior movimentação de 2022, com 74,1 milhões de toneladas.

Antaq libera balanço comercial do setor portuário

Conforme o levantamento da Antaq, tanto as exportações quanto as importações conseguiram registrar crescimento, no valor monetário, no primeiro semestre dos últimos dois anos. Confira os números:

Importações:

2021: US$ 99,2 bilhões

2022: US$ 129,8 bilhões

Exportações:

2021: US$ 136,2 bilhões

2022: US$ 164,3 bilhões

Dessa forma, o Brasil continua com o saldo positivo da balança comercial desde 2016, o que representa que o país exporta mais do que importa, em termos de valor monetário, mesmo que tenha ocorrido uma queda na movimentação portuária. Sendo assim, isso pode representar um aumento no valor de commodities.

Ainda de acordo com a Antaq, o aumento do valor monetário das exportações ocorreu devido a alta dos preços da soja e do petróleo, mesmo que ambos tenham apresentado relativa queda na movimentação. No caso das importações, os fertilizantes apresentaram alta nos preços, devido ao aumento da procura, ocasionado devido ao conflito entre Rússia e Ucrânia.

Leia mais: Novo capítulo: Antigo porta-aviões São Paulo, recentemente rebocado através do Atlântico, deixa as Organizações Ambientais em estado de alerta.

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