Monday, 29 de November de 2021

A empresa brasileira de navegação CBO fecha contrato de compra com a Firnarge e agora terá sua frota de embarcações maximizada para atender contratos de apoio offshore para a Petrobras

CBO compra Finarge e com ela, 5 embarcações do tipo AHTS

A partir de agora, a CBO poderá obter a Finarge e 5 grandes embarcações AHTS caso cumpram as condições estabelecidas no pré-contrato no prazo de 30 dias.

Na última quarta-feira, (11), o grupo CBO anunciou que firmou um acordo de investimentos, que teve como objetivo, a compra da Finarge Apoio Maritimo Ltda. Sendo assim, por meio dessa negociação foram adquiridos um total de 5 embarcações de manuseio de âncoras (AHTS). Onde, 4 delas possuíam bandeira de países internacionais e somente uma, tinha bandeira brasileira. No entanto, a aquisição não se deu de modo aleatório, mas sim, com um intuito e projetos futuros já elaborados.

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Agora, a meta do grupo é usar as novas aquisições para projetos em operações do pré-sal. Atualmente, esse setor encontra-se em crescimento, podendo ser uma ótima fonte de investimento. Além disso, uma parte da estratégia por trás dessas aquisições é a demanda alta por FPSOs que, anteriormente, já havia aquecido o mercado de AHTS em território brasileiro.

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Quais são os próximos passos da CBO após comprar Finarge com os AHTS?

Após a transição ter sido concluída, a CBO terá domínio total das operações e ativos que anteriormente, pertenciam a Finarge. Além disso, outras bonificações vieram junto com a negociação, fazendo com que, a partir de agora, a companhia passe a ter mais cinco novas embarcações em sua frota, perfazendo 40 embarcações no total.

Já em relação as 5 novas aquisições do grupo do tipo AHTS, foram construídas dentre os anos de 2008 a 2014. Conforme mencionado antes, somente uma delas possui a bandeira brasileira e fora construída no estaleiro Vard Niterói. A segunda montada em um estaleiro espanhol e as outras três restantes, essas são provenientes de estaleiros italianos.

Exemplo de AHTS, embarcação que foi adquirida pela CBO ao comprar a Finarge. Fonte: OffShore Engineer
Exemplo de AHTS, embarcação que foi adquirida pela CBO ao comprar a Finarge. Fonte: OffShore Engineer

Em território brasileiro, a companhia é bastante conhecida por realizar suas operações de forma excelente. E após essa transição, seus clientes serão amplamente beneficiados com o serviço. Afinal, a partir de agora, o grupo CBO irá trabalhar com um total de 14 embarcações tipo AHTS, para operar nesse setor no país. Um outro benefício adquirido com essa transição foi um contrato com a Petrobras.

Dentre as 5 embarcações que antes pertenciam a Finarge, quatro delas possuem um contrato que variam de 4 à 5 anos com a Petrobras. Então, ao completar as negociações, é a companhia que cuidará a partir de agora, dos contratos firmados anteriormente. Com isso, os próximos passos é seguir adiante com os velhos projetos, enquanto novas metas serão traçadas.

Mesmo sem contrato fechado, a expectativa é a exploração do pré-sal

A partir do momento em que o contrato for fechado definitivamente, o objetivo da empresa estará encaminhado. Sendo que, outras aquisições foram feitas pelo grupo, anos atrás, dentre elas podemos citar: PSV CBO Supporter (em 2019), do AHTS CBO Endeavour (em 2020) e do PSV CBO Energy (em 2021).

Dessa forma, juntamente com o contrato em finalização da compra da Finarge, a CBO está visando a exploração do pré-sal ao utilizar embarcações high spec, uma das que estão aptas a atuarem nessa região. Entretanto, o acordo ainda não foi concluído de forma definitiva. Para que isso aconteça, é necessário esperar cerca de algo em torno dos 30 dias.

Os dias só serão contados a partir do momento em que ocorrer a assinatura por ambas as partes, como se firmassem um acordo. Mas, para que ele venha a ser validado, foram estabelecidas algumas regras e que ambas as partes devem cumprir. Caso contrário, o contrato poderá ser cancelado e ambas as partes sairão perdendo. Então, a CBO está com grandes vantagens ao adquirir a Finarge, principalmente devido as embarcações AHTS e aos contratos que elas possuem com empresa de grande porte como a Petrobras.

Ruth Rodrigues
Formada em Ciências Biológicas pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), atua como redatora e divulgadora científica.