Início Justiça emite uma liminar para impedir o Porta-Aviões São Paulo de deixar o Brasil, porém a ordem ainda não foi cumprida

Justiça emite uma liminar para impedir o Porta-Aviões São Paulo de deixar o Brasil, porém a ordem ainda não foi cumprida

agosto 6, 2022 às 4:57 pm
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Porta-Aviões São Paulo
Porta-Aviões São Paulo (Reprodução: divulgação)

O porta-aviões São Paulo que iria à Europa e deixaria o país tem se tornado uma das preocupações dos defensores da preservação do patrimônio marítimo brasileiro nos últimos tempos. Ademais, os defensores estão tendo que correr contra o tempo para não deixar que isso ocorra. O navio, vendido em um leilão a um estaleiro da Turquia há um ano, começou a ser transferido e a deixar o Brasil nos últimos dias.

No entanto, no mesmo dia da transferência, a justiça outorgou uma liminar solicitando que o navio retorne ao Brasil, mais especificamente à Baía de Guanabara, local onde permanecia antes da transferência. No entanto, embora tenha sido uma ordem, ela ainda não foi cumprida, conforme os monitoramentos que estão sendo feitos por GPS.

Desse modo, o sinal indica que o navio está localizado próximo à Região dos Lagos, quase atravessando a fronteira. Ao atravessá-la, conseguir trazer o navio de volta ao país se tornará uma tarefa muito mais difícil.

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O leilão em que o Porta-Aviões São Paulo foi vendida, foi realizado pela Marinha, porém contestado Judicialmente pelo Instituto São Paulo/ Foch. A embarcação chamada de Navio Aeródromo São Paulo, teve sua construção realizada na França, nos anos de 1957 a 1960. Ele é um porta-aviões da categoria Clemenceau. Além disso, possui um grande porte com 266 metros de comprimento e 32,8 mil toneladas, o que chama a atenção.

Na França ele atuou no transporte de quase 2 mil tripulantes do país para combates da África, na Europa e no Oriente Médio. Logo, no início do século XXI, o governo brasileiro o comprou para atuar na Marinha pelo preço de 12 milhões de dólares. Desse modo, o país o utilizou até o ano de 2014.

No entanto, a manutenção da embarcação acabou gerando um alto custo e as tecnologias se tornaram obsoletas a partir das evoluções tecnológicas que ocorreram com o passar dos anos. Desse modo, hoje em dia é possível encontrar porta-aviões menores que realizam atividades para operações com drones. Portanto, em 2017 a Marinha tomou a decisão de desativar o navio.

Ao ficar sabendo sobre a decisão da Marinha, Emerson Miura, o ex-soldado da Força Aérea Brasileira propôs ao órgão um projeto para que o navio se tornasse um museu temático, assim como o “Intrepid” de Nova York. A ideia proposta pelo ex-soldado foi bem aceita inicialmente. Ademais, ele até realizou visitas ao navio para começar a criação do projeto.

No entanto, em 2018, quando o comando na Marinha sofreu alterações, as prioridades mudaram. Desse modo, o comando optou pela venda da embarcação e para que ele fosse desmantelado. Logo, no ano seguinte ocorreu o primeiro leilão. No entanto, nenhuma venda foi realizada. Porém, em 2021, a empresa da Turquia, Sok Denizcilik o comprou.

Reprodução: Canal DAN TV

Segundo Miura, o desenvolvedor do projeto, no Brasil não há um museu marítimo. Além disso, a ideia ainda iria envolver não apenas um museu, como também a oportunidade para a população realizar cursos gratuitos e aproximar os estudantes da tecnologia marítima. Ademais, visando o desenvolvimento do projeto, o ex-soldado criou o Instituto São Paulo/ Foch, o objetivo era instalar o museu em Santos.

Após a realização da compra, foi dado à empresa da Turquia um período de 120 dias para retirar o navio. No entanto, o prazo acabou, em setembro de 2021, antes da empresa buscar o porta-aviões São Paulo. Desse modo, houve uma quebra do acordo. Ademais, o instituto do ex-soldado indagou sobre diversas irregularidades que conseguiram observar no leilão. Segundo o instituto, houve inversão de fases, falta da possibilidade de recurso, não deram as devidas atenções para as inspeções ambientais, entre outros.

Leia mais: Marinha visava realizar a modernização do Porta-aviões São Paulo entre 2015 e 2019 para usá-lo por 20 anos até a compra de um novo navio

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