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Marinha do Brasil ativa novo esquadrão de aeronaves remotamente pilotadas

julho 8, 2022 às 2:54 pm
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Marinha do Brasil
Marinha do Brasil (Reprodução: divulgação)

Na última terça-feira (5), a Marinha do Brasil realizou a Cerimônia de Ativação do 1.º Esquadrão de Aeronaves Remotamente Pilotadas (EsqdQE-1), em São Pedro da Aldeia, no Rio de Janeiro. Tal evento deu início às operações de uma inédita categoria de meio para a Força.

Esta organização Militar no setor operativo, subordinada ao Comando da Força Aeronaval, tem como missão contribuir com o processo decisório de planejamento e empresa do Poder Naval através da utilização de Aeronaves Remotamente Pilotadas (ARP).

Dessa forma, a criação do EsqdQE-1 representa um momento histórico da Aviação Naval, pois representa um significativo aumento na capacidade operacional dos navios de força naval durante as missões de inteligência, reconhecimento e vigilância.

Nesta perspectiva, o Esquadrão possui seis modelos da aeronave ScanEadle, além de recolhedores e lançadores para operações terrestres e embarcadas. Que poderão operar no período diurno e noturno nas atividades de controle naval do tráfego, prevenção de ilícitos, inspeção naval, terrorismo, pirataria, monitoramento de desastres e operação de socorro e salvaguarda da vida humana no mar.

Os drones foram fabricados pela Insitu, sendo uma subsidiária da Boeing e chegou dos Estados Unidos em março deste ano. Para realizar o transporte dos drones, nove carretas foram necessárias.

A nova fase da Aviação brasileira com as aeronaves remotamente pilotadas

Segundo a Marinha, a criação do EsqdQE-1 marca uma nova fase da aviação naval brasileira. Neste sentido, ela destaca que a empreitada traz significativo aumento na capacidade operacional dos navios da força naval durante as missões de inteligência, vigilância e reconhecimento.

Dessa maneira, a nova operação militar ficará a cargo do Comando da Força Aeronaval. O primeiro lançamento das aeronaves remotamente pilotadas foi realizado no último dia 28 de junho em São Pedro da Aldeia. Inclusive, um vídeo da preparação, pouso e retorno à base foi compartilhado na internet.

Entretanto, é importante ressaltar que a empreitada não é nova para a Marinha. Isso porque, em 2014, alguns testes foram realizados na Região dos Lagos, no Rio de Janeiro. Nesta época, a força afirmou que os drones seriam utilizados para monitorar a “Amazônia Azul” que se refere ao litoral brasileiro.

Em 2021, militares da Marinha fizeram um treinamento para conseguir pilotar o ScanEagle, nos Estados Unidos. Neste sentido, vale lembrar que os anúncios que as aeronaves remotamente pilotadas fariam parte da aviação naval brasileira já teriam sido feitos no fim de 2019.

Podemos dizer que o drone possui um baixo peso — cerca de 20 kg máximo na sua decolagem, além de ter 3,1 metros de envergadura, 1,6 metros de comprimento e um teto de 19,5 mil pés, ou seja, cerca de 6.000 metros. Equipado com motor a gasolina, o drone tem autonomia de até 24 horas.

Como funcionará as novas aeronaves remotamente pilotadas

Para decolar, a aeronave parte através de um lançador, similar a uma catapulta. Entretanto, o drone não tem trem de pouso, ou seja, pode partir de uma grande embarcação, por exemplo, e retorna para um sistema de captura da aeronave pela ponta da asa com uma corda amarrada a uma lança de 5,24, segundo informações oficiais da Insitu a respeito do ScanEagle.

A aeronave pode alcançar uma velocidade máxima de quase 150 km/h e de cruzeiro, de cerca de 110 km/h. O seu raio de ação é de até 100 km. Ainda segundo a Insitu, o Scaneagle ainda pode voar em ambientes externos, equipado com uma câmera eletrótica ou com infravermelho a partir de uma torre estabilizada.

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Conforme a subsidiária da Boeing, a parceria com a fabricante para o desenvolvimento do ScanEagle já ocorre desde o início dos anos 2000. Em um primeiro momento, o drone já havia sido colocado em campo pelo Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos, usado por forças da coalizão no Oriente Médio.

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