Thursday, 21 de October de 2021

Festa de Natal pode ser a mais cara da história devido ao aumento do frete no setor portuário, além de atrasos na chegada das mercadorias nos Portos brasileiros

Com aumento do frete no setor portuário, mercadorias ficaram mais caras, chegam atrasadas nos portos brasileiros e época de Natal pode está comprometida

Para que os brasileiros tenham direito a um bom Natal, terão que desembolsar muito dinheiro. Afinal, com aumento do frete no setor portuário, as mercadorias ficaram mais caras e ainda chegam atrasadas nos portos brasileiros.

Desde o ano passado, comemorar o Natal e reunir todos os familiares, acabou não sendo possível. Apesar de hoje, 16, ainda estarmos no mês de setembro, muitas famílias já estão organizando as suas festas natalinas. Entretanto, devido ao período turbulento no qual estamos enfrentando, tudo está mais caro. Como determinados itens para a festa são importados e precisam dos portos, a expectativa é que em 2021, a festa natalina seja a mais cara já registrada. Devido ao valor do frete no setor portuário, que se encontra nas alturas, fazendo com que os transportes registrem um frete de 700% mais alto que em 2019.

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Festa de Natal pode estar ameaçada em 2021 devido ao valor alto do frete nos portos

Mesmo a vacinação tendo avançado em diversos países, a pandemia ocasionada pelo Coronavírus conseguiu um impacto bastante negativo em diversos setores, principalmente, nos portos. Afinal, as cargas precisam ser transportadas entre os países, mas para a segurança dos trabalhadores, algumas empresas acabaram por tendo que parar suas operações. Com essa paralisação, o setor portuário começou a congestionar, quebrando a economia e deixando faltar alimento para determinados países.

No entanto, apesar de a vacinação ter avançado bastante, até o momento, ainda não foi possível solucionar o problema que vem assolando a logística mundial. De acordo com o diretor da ES Logistics, Fabiano Ardigó, “seguimos com congestionamentos nos portos, o aumento da demanda por produtos, o atraso de navios, a falta de containers e agora, no início de agosto, o aumento significativo nos casos de COVID-19 na China complicou ainda mais a situação”.

Agora, dois problemas vêm sendo enfrentados pelo setor portuário: o aumento no valor do frete e o atraso nas entregas das mercadorias. Um exemplo para ilustrar essa situação, aconteceu no início de agosto, na China, no porto de Ningbo-Zhoushan. Considerado um dos maiores portos do país, devido à quantidade anual em movimentação de cargas, foi paralisado após o surgimento de um único caso registrado de infecção por Coronavírus.

Assim, a única solução encontrada foi modificar as rotas já pré-estabelecidas, para outros terminais portuários, como portos localizados em Xangai e Hong Kong. No entanto, esse efeito bola de neve não atingia somente esses países, mas sim, os seus colaboradores, que necessitavam das cargas. Assim, para poder comemorar o Natal, o brasileiro deverá desembolsar um valor bem maior que em 2019.

Mas, como a China está relacionada com o Natal brasileiro?

As árvores natalinas, pisca-pisca, presépio, papai Noel musical e outros itens que compõem a decoração dessa época, chegam ao Brasil por meio dos portos, que transportam a mercadoria de uma cidade chinesa, Yiwu, localizada a 300 km de Xangai. O lugar é conhecido por possuir diversas fábricas com produtos nesse ramo. São mais de 600 fábricas, sendo elas, responsáveis por confeccionar 60% da decoração de Natal para dezenas de países.

Dessa forma, há duas situações que deixam os administradores dos portos brasileiros aflitos: o valor caro do frete e os atrasos na entrega. Devido às paralisações dos portos e mudanças de rotas, existe a possibilidade de os produtos chegarem com atraso no Brasil. Além disso, há também o aumento no valor dos fretes no setor portuário. Antes, um contêiner vindo do Porto de Xangai para território brasileiro custava US$1,6 mil.

Porém, o valor atual pode chegar à marca de US $11 Mil, sendo que a espera para que a mercadoria chegue, aumentou em quase 50%. Para Ardigó, “o custo desse transporte impacta diretamente no valor final do produto. A expectativa do setor é que a situação se normalize até o final de 2022”.

Ruth Rodrigues
Formada em Ciências Biológicas pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), atua como redatora e divulgadora científica.