Sunday, 22 de May de 2022

Portos brasileiros precisam se preparar para os impactos ambientais da crise climática

Um estudo acerca dos impactos ambientais causados pela crise climática nos portos brasileiros, mostra que os locais precisam se preparar para as consequências do problema

Um estudo acerca dos impactos ambientais causados pela crise climática no setor de portos do Brasil mostra que os locais precisam se preparar para as consequências do problema

Os representantes que elaboraram o estudo “Impactos e Riscos da Mudança do Clima nos Portos Públicos Costeiros Brasileiros” expuseram suas hipóteses acerca do impacto da crise climática nos portos brasileiros. Essencial para a economia do país, o setor portuário precisará se preparar para as consequências dos impactos ambientais nas operações nos próximos anos, buscando alternativas mais sustentáveis. Dessa forma, até essa última terça-feira, (18/01), as empresas que constituem tal setor já estão em estado de alerta, para que o prejuízo no decorrer dos próximos meses, seja evitado.

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Estudo sobre os impactos ambientais e a crise climática nos portos é realizado pela WayCarbon em parceria com a ANTAQ

O estudo Impactos e Riscos da Mudança do Clima nos Portos Públicos Costeiros Brasileiros está sendo desenvolvido pela consultoria WayCarbon em parceria com agência de desenvolvimento alemã GIZ e participação da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Assim, os órgãos visam analisar como os impactos ambientais e a crise climática no Brasil irão afetar as operações do setor portuário e como os portos precisam se preparar para a chegada desse momento.

Os portos são uma cadeia essencial dentro de qualquer país, uma vez que viabilizam trocas comerciais e a circulação de mercadorias, no entanto, eles também serão bastante afetados pela crise climática atual, uma vez que são altamente expostos a diversos perigos ambientais. O Brasil conta com 36 portos públicos de competência da União, com administração exercida pelo Governo Federal, por intermédio de empresas de economia mista. Assim, o estudo realizado pela WayCarbon e a ANTAQ visa entender como esse setor será afetado pelos impactos ambientais. 

Assim, o estudo Impactos e Riscos da Mudança do Clima nos Portos Públicos Costeiros Brasileiros chegou à conclusão de que a melhor saída para esse problema que cerca o mercado global é a adaptação. Isso quer dizer que os portos brasileiros precisam investir em novas alternativas que se adaptem ao cenário ambiental atual para que o setor se mantenha resiliente com o agravamento da crise climática. 

Riscos de impactos ambientais sobre os portos brasileiros é analisado em estudo e setor precisa se manter firme nesse momento

Além de entender como os impactos ambientais iriam afetar o setor portuário brasileiro, o estudo da WayCarbon calculou possíveis cenários envolvendo os portos do país. Assim, s vendavais foram os que se mostraram como o mais crítico, em que 33,3% (7 de 21) dos portos já possuem risco “alto” ou “muito alto” em relação aos vendavais, podendo passar para 76,2% (16 de 21) no ano de 2050. Além disso, o aumento do nível do mar é outro problema em destaque, já que, dos 21 portos públicos analisados, 11 deles, ou 52%, sofrerão, até 2030, com esse impacto. 

Todos esses fenômenos estudados pela WayCarbon irão contribuir para o agravamento das ocorrências de inundações, erosões costeiras e perdas dos ecossistemas costeiros. Assim, os portos brasileiros se tornam cada vez mais suscetíveis aos impactos ambientais e as operações podem ser gravemente afetadas. O estudo também destacou que, até 2050, o porto de Aratu-Candeias, na Bahia, será o mais ameaçado pelo aumento do nível do mar em decorrência da crise climática causada pela emissão de gases do efeito estufa. 

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) também ressalta o grande potencial do setor portuário brasileiro para expandir a movimentação de carga e as exportações. Assim, a agência segue com seus esforços para reduzir os riscos dos impactos ambientais e buscando iniciativas que possam reverter esse quadro ao longo dos próximos anos no mercado nacional.

Ruth Rodrigues
Formada em Ciências Biológicas pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), atua como redatora e divulgadora científica.
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