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Navios usina abastecidos com gás natural chegam ao RJ

julho 23, 2022 às 1:38 pm
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Navios usina abastecidos com gás natural até 40% menos poluente que o diesel ou o carvão mineral chegam ao RJ
Navio usina da empresa turca Karpowership – Divulgação

O projeto dos navios usina abastecidos com gás natural é muito menos poluente e ficará instalado no Porto de Itaguaí (RJ).

Um dos navios usina movidos a gás natural da Karpowership, da Turquia, deve chegar ao Porto de Itaguaí (RJ) ainda neste sábado (23), com os demais sendo aportados ao decorrer da semana. A estimativa da empresa é começar as atividades da embarcação no Rio de Janeiro (RJ) logo em seguida, tendo em vista que também estão em processo de conclusão os testes de comissionamento das linhas de transmissão, com extensão de 14,6 km e conectadas com a subestação de Furnas.

Navios usina podem abastecer cerca de 2 milhões de pessoas

As embarcações movidas a gás natural ficarão situadas na região de influência do Distrito Industrial de Santa Cruz (RJ), área vocacionada para esta atividade.

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O projeto dos navios usina do Rio de Janeiro (RJ) foi um dos vencedores do leilão de energia de reserva da Aneel, realizado em outubro do último ano, e integra o planejamento estratégico do Governo Federal para garantir a segurança energética brasileira a longo prazo, além de possuir capacidade para gerar 560 MW térmicos e gerar energia para 2 milhões de pessoas por meio do gás natural.

Projeto de usinas termelétricas flutuantes do Governo federal promete durar 44 meses

Os navios usina do Rio de Janeiro serão abastecidos com gás natural, o que é 40% menos poluente que o diesel ou o carvão mineral, através de uma Unidade Flutuante de Armazenamento e Regaseificação (FSRU), que também já estará posicionada neste período na região portuária do Rio de Janeiro.

O projeto dos navios usina são temporários e terão duração total de 44 meses. De acordo com a empresa turca, a infraestrutura movida a gás natural é de fácil mobilização e desmobilização e conta com um impacto muito menor em comparação com os processos de instalação de usinas termelétricas comuns. Também conta com uma eficiência energética, a partir dos motores produzidos na Finlândia e Alemanha.

Termelétricas flutuantes do Governo Federal custarão R$ 3 bilhões por ano

Já em relação ao licenciamento do projeto no Rio de Janeiro, a empresa informou que foram seguidas todas as normas e parâmetros do processo, tendo entregue os estudos socioambientais solicitados pelo Inea.

O projeto contará com compensação ambiental voluntária, em parceria com a prefeitura de Itaguaí, para reflorestar áreas degradadas, seguindo as premissas de responsabilidade social corporativa, de compromisso e respeito com a sustentabilidade e com os que residem no local. Também será realizado o replantio de espécies nativas da mata atlântica, mais precisamente de mangue e restinga.

A primeira área a ser recuperada já foi definida com a Secretaria de Meio Ambiente e Planejamento de Itaguaí e toda ação será coordenada pela ONG Onda Verde (RJ), entidade não governamental, sem fins lucrativos, que atua na conservação da diversidade biológica do Bioma Mata Atlântica e fomenta ações para o desenvolvimento sustentável.

Navios usina estão atrasados

A contratação dos quatro navios usina movidos a gás natural pelo Governo Federal, uma medida de emergência realizada no fim do último ano para que o abastecimento de energia nacional fosse garantido, se transformou em uma nova bomba financeira do setor de energia.

Atrasado, o projeto das termelétricas flutuantes ainda não gerou energia, apesar de ter um impacto bilionário na conta de luz. 

Por contrato, a expectativa era que os navios começassem suas operações no dia 1.º de maio. O prazo era uma condição essencial para justificar um acordo fechado em outubro do último ano, quando o país estava com grande parte dos reservatórios das hidrelétricas vazios e com possibilidade de desabastecimento no setor elétrico neste ano.

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