Sunday, 22 de May de 2022

Portos brasileiros alcançam marca de 179,8 milhões de toneladas em movimentação de cargas em 2022, com destaque para os granéis sólidos, segundo relatório da Antaq

Apesar da queda na movimentação de cargas de granéis líquidos, o relatório da Antaq mostra que os granéis sólidos impulsionaram a marca de 179,8 milhões de toneladas movimentadas no ano de 2022 nos portos brasileiros

Apesar da queda na movimentação de cargas de granéis líquidos, o relatório da Antaq mostra que os granéis sólidos impulsionaram a marca de 179,8 milhões de toneladas movimentadas no ano de 2022 nos portos brasileiros

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) divulgou um relatório sobre os dados de operações nos portos brasileiros durante essa última quinta-feira, (14/04). E constatou um crescimento de 1,8% na movimentação de cargas nos complexos nacionais, que movimentaram 179,8 milhões de toneladas somente neste início do ano de 2022, com destaque para os granéis sólidos, que obtiveram um expressivo aumento em relação às demais cargas.

Não deixe de conferir:

Movimentação de cargas nos portos brasileiros alcança marca de 179,8 milhões de toneladas circuladas e consegue um crescimento de 1,8% em relação ao ano de 2021

O ano de 2022 já iniciou sendo bastante positivo para o setor portuário brasileiro, uma vez que o relatório liberado pela Antaq com os dados das operações portuárias em todo o país desde o início do ano mostrou que, entre janeiro e fevereiro, os portos brasileiros conseguiram um aumento de 1,8% na movimentação de cargas, quando comparadas com o mesmo período do ano de 2021. 

Assim, o total movimentado de cargas nos portos nacionais foi de 179,8 milhões de toneladas, uma marca altamente expressiva para a expansão das exportações e importações de produtos dentro do mercado nacional. Com isso, os portos brasileiros conseguiram impulsionar toda a cadeia econômica e produtiva do país de uma forma ainda mais relevante já no início deste ano de 2022. Dentro deste valor, cerca de 120,1 milhões de toneladas foram movimentadas somente dentro dos portos privados no Brasil, comprovando a relevância desse segmento para o mercado nacional.

Além disso, os portos estatais também conseguiram se destacar e a movimentação de cargas neles alcançou a marca de 59,6 milhões, o que representa um aumento de cerca de 8,5% em comparação com o mesmo período do ano de 2021. O relatório da Antaq também fez um grande destaque para o minério de ferro, que foi a carga mais relevante dentro desses resultados, uma vez que  foram movimentadas 49,4 milhões de toneladas do produto somente entre os meses de janeiro e fevereiro deste ano de 2022. 

Movimentação de cargas com granéis líquidos apresenta queda em 2022, enquanto os granéis sólidos expandiram 3,9% e impulsionaram os resultados do setor de portos nacional 

Em seu relatório, a Antaq também comentou sobre como os granéis sólidos foram importantes para o crescimento da movimentação de cargas no Brasil, ao passo em que os granéis líquidos perderam a sua soberania dentro das operações. A movimentação de granéis líquidos caiu 3,2%, enquanto a de granéis sólidos obteve um aumento de 3,9% em relação ao mesmo período de 2021. Além do minério de ferro, soja, trigo e fertilizantes tiveram crescimento de 55,8%, 29,1% e 27,8%, respectivamente, ganhando grande destaque nesses números. 

O relatório liberado pela Antaq nesta última semana contou com todos os resultados obtidos e afirmou que “A movimentação de granel líquido caiu 3,2%. Neste ano, foram movimentados 49,8 milhões de toneladas. A carga geral solta cresceu 19,8%, chegando a 11,3 milhões de toneladas. A carga conteinerizada registrou queda de 3,9% em relação ao primeiro bimestre de 2021. Em janeiro e fevereiro acumulados, foram movimentados 19,7 milhões de toneladas (1,8 milhão de TEUs)”.

Por fim, a agência está projetando uma continuidade no crescimento da movimentação de cargas nos portos nacionais ao longo do ano de 2022, com um foco expressivo nas exportações de granéis sólidos para países de todo o mundo.

Ruth Rodrigues
Formada em Ciências Biológicas pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), atua como redatora e divulgadora científica.
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