Wednesday, 26 de January de 2022

Empresas de perfuração offshore reativam navios-sonda para retorno de operações junto com a Petrobras

Companhias de perfuração offshore reativaram seus navios-sonda para retomar as atividades das plataformas, através de acordos com a Petrobras

Companhias de perfuração offshore reativaram seus navios-sonda para retomar as atividades das plataformas, através de acordos com a Petrobras

Foi anunciado, durante esta segunda-feira, (01/11), a reativação de alguns navios-sonda e plataformas de perfuração offshore para a retomada das operações em águas profundas. Diversas empresas reativaram os seus navios-sonda ociosos para novas operações, como a Valaris, em diversos acordos com a estatal brasileira Petrobrás. As novas oportunidades no mercado fizeram com que a atenção dessas empresas fossem voltadas para o setor das operações marítimas. 

Continua Depois da Publicidade

Veja também:

Diversas plataformas de perfuração offshore voltam à ativa e acordos são firmados com a Petrobras

As empresas de perfuração offshore, em especial a Valaris, deixaram as suas operações de lado e seus navios-sonda ociosos durante um bom período de tempo, em decorrência da falta de oportunidade no mercado para novos projetos e operações em águas profundas. Entretanto, diversos acordos foram fechados com a Petrobras e alguns navios foram reativados para novas operações marítimas. A previsão é de que esse setor volte a crescer com essas novas oportunidades. 

A Analista de Mercado da empresa Esgian, Teresa Wilkie, comentou acerca dessa reativação desses navios-sonda e as novas operações que as plataformas de perfuração offshore irão tomar nos próximos períodos. A executiva destacou que “as reativações de plataformas de perfuração e navios sonda offshore começaram à medida que a utilização e os dias dayrates continuam sua rápida recuperação.”

As reativações estão acontecendo em diversos lugares e a empresa Valaris é uma das principais nessas ações atualmente. A empresa reativou recentemente o navio de perfuração de 6ª geração em águas profundas, Valaris DS-4, para um contrato de, no mínimo, 580 dias com a Petrobras Brasil. Além disso, a empresa Seadrill irá reativar um de seus navios-sonda de 7ª geração, o West Jupiter, também para um acordo de vários anos com a Petrobras, que se iniciará no final do ano de 2022. As empresas que antes tornaram ociosos os seus perfuradores por falta de oportunidade, agora retornam para o mercado em acordos com a estatal brasileira. 

Empresas calculam riscos e benefícios para a reativação das plataformas de perfuração offshore

As empresas estão preocupadas com a reativação dos seus navios-sonda e calculam grandes gastos para isso, que deverão ser cobertos no início do acordo com a Petrobras para as operações. A Valaris estima que será necessário cerca de US $ 30 a US $ 45 milhões para cada uma de suas frotas serem reativadas, enquanto a Transocean afirma que serão necessários cerca de US $ 60 milhões e pode chegar a US $ 100 milhões para reativar cada um de seus navios para as operações em águas profundas. 

Por esse fator, as empresas estão buscando acordos que consigam cobrir esses custos no início das operações e, por isso, a economia da reativação pode ser um fator importante nessas decisões e os contratos podem ser firmados com ganhos milionários para que isso ocorra, como no Triângulo Dourado, onde os acordos chegam a  US $ 300.000 por dia para plataformas ativas. No entanto, esses altos custos e ganhos nos acordos podem influenciar no excesso de oferta do mercado e isso pode ser um risco. 

Segundo a empresa Esgian, o retorno dessas frotas todas de uma única vez pode representar um excesso de oferta neste setor e isso pode ser um risco para a recuperação dessas plataformas, uma vez que os investimentos irão para o melhor custo-benefício. Apesar de que os perfuradores parecem estar cumprindo com seus acordos, as empresas investidoras precisam estar cada vez mais atentas para esse negócios.

Ruth Rodrigues
Formada em Ciências Biológicas pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), atua como redatora e divulgadora científica.