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Brasil avança na corrida pelo submarino a propulsão nuclear e impressiona pelo caráter inovador do projeto

agosto 4, 2022 às 9:08 pm
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submarino a propulsão nuclear
Submarino a propulsão nuclear (Reprodução: divulgação)

Na última semana, o Brasil avançou a passos largos a sua missão de concluir o projeto de lançamento do seu primeiro submarino a propulsão nuclear. Segundo Rafael Grossi, Diretor Geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), o Brasil dará início às consultas para averiguar os procedimentos especiais de verificação aplicados ao material nuclear.

Durante o seu anúncio, Grossi elogiou a decisão brasileira de fidelizar uma parceria com a AIEA neste projeto. Isso porque o Brasil é membro da AIEA desde a sua criação, em 1959. Basicamente, o AIEA é um organismo internacional que tem a responsabilidade estatutária de orientar e auxiliar a pesquisa e o desenvolvimento das aplicações práticas sobre energia nuclear, com objetivos muito bem definidos e pacíficos. Dessa forma, também foi mencionado que o projeto do submarino a propulsão nuclear dotado de armas convencionais está em sua fase final.

A partir do momento que o projeto do submarino a propulsão for concluído, o Brasil sairá na frente e será o primeiro país a não possuir armas nucleares durante o desenvolvimento, de maneira autóctone, um submersível movido a energia atômica. Neste sentido, uma das vantagens do submarino a propulsão nuclear sobre o movido a óleo diesel é que a sua permanência submersa ocorre por períodos muito mais longos, sem a necessidade de reabastecimento. Outro ponto positivo é que eles são mais velozes e silenciosos, portanto, existe uma maior dificuldade para detecção.

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Sendo assim, foi informado que a embarcação será construída nos estaleiros de Itaguaí, no estado do Rio de Janeiro. Além disso, o protótipo do reator, que usa urânio de baixo teor de enriquecimento (LEU) como combustível, está em fase de desenvolvimento nas instalações da Marinha do Brasil, em Aramar, interior de São Paulo. O protótipo é baseado em tecnologia 100% brasileira.

Para o Brasil, um país com grande território, sendo que possui mais de sete mil quilômetros de costa marítima, além de cerca de 3,6 milhões de quilômetros quadrados de mar territorial, sem contar a significativa zona econômica exclusiva, o submarino a propulsão nuclear com armas tradicionais será uma excelente aquisição para o país, especialmente para patrulha, dissuasão e proteção segura e eficiente dos recursos naturais e econômicos existentes nesse espaço marítimo. Além disso, o submarino também poderá auxiliar o país em ações contra invasores ou situações similares.

Submarino a propulsão nuclear brasileiro

Reprodução: Canal Manual do Mundo

Leia mais: Marinha do Brasil abre oportunidade incrível com curso para Marinheiro Fluvial Auxiliar de Convés e de Máquinas, aulas começam em 22 de agosto, inscrição por menos de R$10.

Como funciona um Submarino Nuclear?

Em suma, podemos dizer que os submarinos são embarcações que navegam de forma oculta no fundo do mar e, consequentemente, representam uma grande vantagem num possível conflito militar. Muito além disso, o simples fato de uma nação manter uma frota de submarinos em suas estruturas, funciona como uma tática de dissuasão de qualquer ação hostil vinda de fora.

A perspectiva do submarino a propulsão nuclear não é nova: há mais de 30 anos que a Marinha do Brasil mantém o sonho de ter um desses em suas atividades, por isso, desenvolveu diversos estudos para isso, desde a década de 1970. Geralmente, devido a sua capacidade de ocultação, os submarinos são considerados os mais capazes meios de dissuasão naval e, a depender do caso, também é muito útil para propulsão nuclear.

Neste sentido, também vale salientar que o submarino a propulsão nuclear possui vantagens diante dos modelos convencionais. Basicamente, a propulsão nuclear, que gera energia pela queda de núcleos atômicos, não precisa de oxigênio, o que não ocorre em um submarino movido a diesel.

Por isso, a embarcação tem maior autonomia e melhor navegação, pois não precisa emergir periodicamente, para o abastecimento de oxigênio. Outro ponto positivo é que a propulsão nuclear permite maior velocidade ao submarino. Para isso, uma tecnologia de produção do combustível está sendo desenvolvida pelo Centro Tecnológico da Marinha, em São Paulo.

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